Ministério Público em acção para analisar a ponta do véu levantada pelo Presidente da Assembleia Nacional- São Tomé e Princípe

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Na última sessão plenária da Assembleia Nacional, Abnilde Oliveira, Presidente do órgão de soberania de poder legislativo, fez revelações que despertaram a atenção do público são-tomense e internacional, sobre a alegada rede de conselheiros especiais procurados pela INTERPOL, e que terá sido instalada no país pelo poder da ADI.

Um artigo do Téla Nón publicado na altura destacou as declarações do Presidente do parlamento:

«Eu enquanto vice-Presidente da Assembleia penso que a Presidente da Assembleia ao chamar-me para o seu gabinete, ou eu apresentá-la a alguém, quer dizer que partiu de um grau de confiança, e neste sentido não constitui crime algum apresentar alguém para ocupar uma função»,

«Quando eu fiz esta apresentação houve um antecedente… pela minha educação prefiro não levantar este assunto. O caso do senhor chileno encontra-se na alçada da justiça que está a fazer o seu trabalho. Penso que pelo princípio de separação de poderes devemos deixar que a justiça faça a sua parte».

«Se for para falar dos aviões que chegam na calada da noite… se for para falar de aviões que chegam e vão para determinados lugares, eu penso que não é isso que o povo quer de nós».

Abnilde Oliveira preferiu levantar só uma ponta do véu, sobre o homem de nacionalidade chilena que para além de ter sido conselheiro especial da ex-Presidente da Assembleia Nacional Celmira Sacramento, também foi conselheiro especial do primeiro-ministro Américo Ramos.

A denúncia dos voos nocturnos de origem e de destino duvidosos realizados pelos amigos do poder da ADI veio reforçar a crise evolutiva no seio do partido no poder em São Tomé e Príncipe.

«Porque em certos palcos não se diz tudo, e nem todas as verdades devem ser ditas em determinados momentos, assiste-me o direito de ficar por aqui», concluiu.

Mas agora tudo mudou. O Presidente da Assembleia Nacional deverá abrir todo o jogo, pois o Ministério Público entrou em campo, e num comunicado anunciou que está a analisar rigorosamente tais declarações proferidas pelo Presidente do Parlamento na última sessão plenária.

«Caso se verifiquem indícios de natureza criminal, será instaurado o competente inquérito nos termos da lei, tendo por objectivo os factos em causa e não o exercício da função parlamentar em si», diz o comunicado do Ministério Público, divulgado na terça-feira.

fonte: telaneon

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