Ministério da Educação altera prazos e calendário dos exames nacionais

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O Ministério da Educação anunciou esta sexta-feira alterações ao calendário dos exames nacionais: a classificação das provas estende-se por mais quatro dias e a afixação das pautas terá lugar três dias mais tarde do inicialmente previsto. O arranque da 2.ª fase foi também adiado.

Os professores terão, assim, até 14 de julho, em vez de 10 de julho, para corrigir as provas. Já a afixação das pautas fica prevista para 17 de julho, ao invés da data inicial de 14 de julho.

O ministério tutelado por Fernando Alexandre justifica a decisão com as “dificuldades informáticas” no processo de digitalização dos exames finais do ensino secundário, o que “pressionou” o cumprimento do calendário inicialmente previsto.
“Esse atraso gerou uma indesejável imprevisibilidade num processo inovador e complexo, mas essencial para a qualidade e modernização do sistema educativo português”, lê-se, num comunicado enviado às redações.

Ainda que considere ser “tecnicamente possível” cumprir os prazos originais, a tutela defende que devem ser tidas em conta as “condições de trabalho dos professores classificadores, garantindo sempre o rigor e a qualidade do processo de classificação”, dimensões que o ministério “não abdica”.

O cumprimento do calendário inicial, continua, implicaria uma “redução do tempo previsto” para cada professor classificar os itens das provas, cuja distribuição não está ainda concluída. O Ministério da Educação entende, por isso, que tal representaria um “risco para a fiabilidade do processo e poderia comprometer a qualidade e o rigor da classificação”.

O EduQA deverá publicar ainda durante esta sexta-feira o novo calendário para a 2.ª fase dos exames nacionais.

Já no que diz respeito ao Concurso Nacional de Acesso ao Ensino Superior 2026, mantêm-se as datas originais para as candidaturas, que se iniciam a 20 de julho.

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