A menos de 10 dias das eleições, as pesquisas eleitorais revelam um cenário acirrado na corrida por quem será o próximo presidente do Brasil. Líderes nas intenções de voto no primeiro turno, o atual mandatário, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), e o senador e filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), Flávio Bolsonaro (PL), protagonizam uma disputa que, ao que tudo indica, será decidida por uma diferença pequena nas urnas. Mas quem está na frente?
Segundo os levantamentos mais recentes da Quaest, divulgado no dia 21 de setembro, e do Instituto Datafolha, no dia 24, os dois nomes reúnem ao menos 70% do eleitorado no primeiro turno, apontando para um cenário em que o vencedor do embate será provavelmente definido na segunda volta, dia 24 de outubro. Nas simulações desse confronto, ambos aparecem tecnicamente empatados, com cada pesquisa sugerindo um favorito numericamente.
Na Quaest, Flávio Bolsonaro aparece na liderança com 42% das intenções de voto, contra 41% de Lula. Brancos, nulos e que não pretendem votar somam 14% dos entrevistados, enquanto 3% estão indecisos. Já no Datafolha, é o inverso: o atual presidente lidera numericamente sendo a escolha de 47% dos eleitores, contra 45% que preferem o senador. Brancos, nulos e que não vão votar somam 7%, e apenas 1% estão indecisos.
Apesar da diferença de um a dois pontos percentuais entre os candidatos, a depender da sondagem, na realidade as duas pesquisas mostram um mesmo cenário, o de um empate técnico dentro da margem de erro, que é de dois pontos percentuais para mais ou para menos tanto na Quaest, quanto no Datafolha.
A margem de erro é um intervalo dentro do qual aquilo que se está querendo representar pode estar na vida real, nesse caso o intervalo em que eleitores de determinado candidato podem estar de fato na população.
Os levantamentos utilizam técnicas estatísticas para tentar estimar da forma mais próxima possível a realidade, como um número mínimo de entrevistados e as suas características para determinar o quanto eles são representativos da população.
No entanto, como a pesquisa é uma inferência a partir de um pequeno conjunto dentro daquela população, que são os poucos milhares de brasileiros entrevistados, é impossível determinar o percentual exato de cada candidato entre todos os eleitores.
Por isso, a margem de erro cria um intervalo em que há 95% de probabilidade de o resultado real estar, considerando que o nível de confiança de ambas as pesquisas é de 95%.
De forma prática, como as duas pesquisas têm uma margem de erro de dois pontos percentuais, isso quer dizer que Flávio Bolsonaro pode estar com 40% a 44% das intenções de voto, e Lula com 39% a 43%, segundo a Quaest.
Já de acordo com o Datafolha, o petista pode ter de 45% a 49%, enquanto o senador somar de 43% a 47%. Por haver percentuais em comum nos intervalos dos dois candidatos, o cenário é de um empate técnico: na vida real, tanto Lula, quanto Flávio, podem estar à frente.
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Essa projeção de empate também pouco mudou desde o início da campanha. Antes, embora as pesquisas tenham apontado um embate acirrado por volta de abril, na maior parte do tempo entre junho de 2025 e agosto deste ano Lula era o grande favorito nas simulações de segundo turno.
A vantagem do atual presidente chegou a ser de 16 pontos percentuais sobre o filho de Jair Bolsonaro em agosto do ano passado, na Quaest, e de 13 pontos em dezembro, no Datafolha, ambos bem acima dos limites da margem de erro, sugerindo uma vitória do petista.
No entanto, a partir do começo da propaganda eleitoral, no meio de agosto, os dois levantamentos passaram a mostrar um cenário de empate técnico que se mantém até agora. Na Quaest, desde a pesquisa de 14 de setembro, Flávio Bolsonaro também passou a ultrapassar Lula numericamente.
Fonte: oglobo

