O Irão está desde este sábado sob fogo dos Estados Unidos e de Israel, com ataques que fazem temer um conflito armado alargado na região do Médio Oriente.
Ataque conjunto ao Irão
O guia supremo, aiatola Ali Khamenei, e o presidente, Masoud Pezeshkian, figuram entre os alvos do ataque lançado pelos Estados Unidos e Israel contra o Irão,, segundo a radiotelevisão pública israelita KAN.
Uma fonte de segurança israelita afirmou que, na primeira vaga, foram visados alvos de alto escalão e pessoas envolvidas em planos para destruir Israel.
Duas fortes detonações foram ouvidas em Teerão por jornalistas da AFP, pouco depois de duas colunas de fumo espesso terem começado a subir no centro e no leste da capital.
Segundo a agência de notícias iraniana Fars, explosões também atingiram a grande cidade de Isfahan, a cidade santa de Qom, Karaj e Kermanshah.
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A região atingida
Nenhum país foi poupado numa região onde os Estados Unidos dispõem de bases militares.
Em comunicado enviado à agência iraniana Tasnim, o Corpo da Guarda da Revolução Islâmica informou que os seus mísseis e drones atingiram o quartel-general da Quinta Frota da Marinha dos Estados Unidos no Bahrein. Foram também atingidas outras bases norte-americanas no Catar e nos Emirados Árabes Unidos, além de centros militares e de segurança.
No Bahrein, um centro do quartel-general da frota dos Estados Unidos foi atingido por um ataque de míssil e os moradores do bairro foram retirados por precaução.
No Catar, várias explosões foram ouvidas sobre o centro de Doha e perto da base de Al-Udeid, a maior instalação militar norte-americana na região. O Ministério da Defesa anunciou ter repelido uma série de ataques.
Na Arábia Saudita, várias explosões foram ouvidas em Riade.
No Líbano, Israel anunciou ter visado posições do Hezbollah, enquanto na Jordânia as forças armadas abateram dois mísseis balísticos e a embaixada dos Estados Unidos em Amã ordenou o confinamento dos seus nacionais.
Na Síria, a agência oficial relatou quatro mortos após a queda de um míssil iraniano no sul do país.
Trump visa o poder iraniano
O presidente Donald Trump anunciou que os Estados Unidos lançaram grandes operações de combate contra o Irão e apelou ao povo iraniano para tomar o poder numa mensagem vídeo na plataforma social de que é proprietário.
Trump afirmou que os Estados Unidos vão destruir os mísseis e a marinha de Teerão e avisou as autoridades iranianas de que devem depor as armas ou enfrentar uma “morte certa”.
Declarou aos iranianos que a hora da liberdade estava ao alcance e pediu que assumissem o controlo do país assim que a operação terminasse.
O Pentágono, sede da defesa norte-americana, batizou a operação como “Fúria Épica”.
Israel em estado de emergência especial
Antes das mensagens de Trump, o Ministério da Defesa israelita anunciou um “ataque preventivo” para eliminar as ameaças contra o Estado de Israel.
Foi instaurado um “estado de emergência especial e imediato” em todo o país devido à expectativa de um ataque iminente de mísseis e drones contra a população civil.
Fortes explosões foram ouvidas em Jerusalém e o exército detetou disparos iranianos.
Os abrigos públicos na cidade foram abertos e as escolas e locais de trabalho permanecerão fechados até ao fim do dia de segunda-feira.
A direção de operações iniciou um reforço em larga escala das forças terrestres e dos comandos regionais, incluindo a mobilização de forças especiais.
Portugal aconselha prudência
O Ministério dos Negócios Estrangeiros recomendou aos portugueses que estão na região do Médio Oriente que cumpram as recomendações das autoridades locais, permaneçam em casa, e, em caso de emergência, contactem as embaixadas ou consulados.
“Em caso de necessidade especial, [devem] contactar as embaixadas ou o Gabinete de Emergência Consular e estar atentos a toda a informação, em particular à que é facultada pelas embaixadas, assim como cumprir as recomendações das autoridades locais”, disse o ministério.
Numa publicação feita de manhã nas redes sociais, o ministério já tinha assegurado estar a “acompanhar ao minuto” os desenvolvimentos da situação no Irão, garantindo que prioridade era a segurança dos cidadãos portugueses.
Voos cancelados
Muitas companhias aéreas, incluindo a Air France, Lufthansa, British Airways e Turkish Airlines, anunciaram a suspensão de voos na região.
Vários países fecharam total ou parcialmente o espaço aéreo, nomeadamente o Irão, Israel, Catar, Iraque, Síria, Kuwait, Bahrein e Emirados Árabes Unidos.
fonte: jn.pt

