António José Seguro ganhou o Ventura

António josé seguro

Não é apenas pelo cargo, é sim, a grande responsabilidade da missão de Estado agora assumida por António José Martins Seguro, o novo Presidente da República de Portugal.

O país escolheu Seguro, um político experiente, professor dedicado e exemplar, um pai de família e socialista de craveira, que assume o cargo deixado por Marcelo Rebelo de Sousa, que foi Presidente nos últimos 10 anos.

José, o escolhido pela democracia portuguesa na segunda volta das eleições presidenciais, pôs no cafrique André Ventura, que se perdeu na tempestade, não obstante a ascensão da extrema que não se endireita.

António José Seguro, político que desde cedo desempenhou funções governativas, é licenciado em Relações Internacionais, tem um mestrado em Ciência Política, foi sempre seguro e tal como o da Bíblia não saltou etapas, não viveu das boleias e das conveniências do camarada-chefe que escolhe, manda e ordena na caravana onde todos se vestem que nem meninos do colégio, seguem sem olhar de lado e cagados de medo até se esquecem do estatuto do partido. No Largo do Rato não há gatos que se acham donos do movimento pálido, largado e abandalhado.

O novo Presidente de Portugal fez estrada, foi líder da Juventude Socialista, presidente do Fórum da Juventude da União Europeia e vice-presidente da União Internacional das Juventudes Socialistas.

O eleito Presidente da República Portuguesa já foi deputado e liderou a bancada parlamentar do PS na Assembleia da República.

Firme e seguro, José exerceu ainda funções de secretário de Estado da Juventude e, mais tarde, secretário de Estado adjunto do primeiro-ministro, no XIII Governo Constitucional. Vem de longe e é respeitado no país onde a democracia é palavra forte.

Em 2003, António José Seguro foi autor do relatório sobre os trabalhos da Convenção que aprovou o projeto de tratado que estabelece uma “Constituição para a Europa”, que viria a ser editado pela Assembleia da República em novembro de 2004.

Em 2007, coordenou os trabalhos de reforma e modernização da Assembleia da República, conhecida como a Reforma de 2007. Seguro foi colunista do jornal Expresso, cujos artigos deram origem ao seu livro “Compromissos para o Futuro”.

António José Seguro também já foi secretário-geral do Partido Socialista com 68% dos votos, sucedendo a José Sócrates, o próprio do pesadelo Marquês.

Ausente por uns tempos, José, em 2023, voltou para a arena política, dada a perplexidade com que se estava a dirigir Portugal no seu entender. Na altura, António Costa era o manda-chuva. Agora está em Belém, tendo entrado para a corrida como candidato à Presidência da República, sem qualquer garantia de apoio por parte do Partido Socialista, mas quem é seguro está seguro. José foi à luta e venceu. Em Portugal, onde alguns vêm tratar da próstata, ninguém espera uma semana para saber que venceu, ninguém precisa fazer acordos diabólicos para se manter no poder e limpar o turugo com a folha da Constituição.

Se Marcelo Rebelo de Sousa não teve uma dama ao seu lado, António José Seguro é casado com Maria Margarida Nave Nunes Maldonado Freitas e é pai da Maria e do António.

Parabéns, António José Seguro.

Por Victor Hugo Mendes

Partilhar o post:
Selecione a moeda
EUR Euro
AOA Kwanza angolano